Dificuldade que muitas crianças apresentam em fazer ou “conter” o cocô pode ser sinal de megacólon psicogênico

Disfunção bastante comum na infância, o megacólon psicogênico está geralmente associado a algum transtorno de ordem emocional, como traumas e fobias. O problema é caracterizado pela inibição do reflexo de evacuar. Com o tempo, perde-se esse reflexo e a criança começa a reter as fezes, até que surge o quadro de pseudo-incontinência. Nele, ocorre a perda involuntária decorrente de um mecanismo de transbordamento e de processos inflamatórios.

É comum a família só perceber a necessidade de uma avaliação proctológica quando a pseudo-incontinência já está instalada e a criança passa a sujar uma grande quantidade de roupa. Esse quadro acarreta outro problema, dessa vez de ordem social: o constante odor desagradável. A criança, que muitas vezes é advertida pelos pais por não pedir para ir ao banheiro ou para usar o “troninho”, fica ainda mais atordoada, já que não entende o que acontece.

No tratamento do megacólon psicogênico são utilizadas técnicas de biofeedback, que consistem no autotreinamento de contração dos esfíncteres com o objetivo de fortalecer o tônus da região e ampliar a sensibilidade do reto. A reeducação intestinal, através de lavagens, dieta adequada e psicoterapia, também ajuda a criança a recuperar a função fisiológica do órgão.

É fundamental compreender que o problema decorre da dificuldade da criança de expelir e não de reter as fezes. O tratamento deve ser multidisciplinar, com o suporte de um psicólogo e de nutrólogo, além do proctologista.

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