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73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia: avanços, debates e participação ativa da Dra. Lucia Oliveira

73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia: avanços, debates e participação ativa da Dra. Lucia Oliveira

O 73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, realizado em São Paulo, consolidou-se como um dos maiores encontros científicos da especialidade, reunindo especialistas de destaque nacional e internacional. Sob a presidência do Dr. Sérgio Eduardo Alonso Araújo, chefe do serviço de Proctologia do Hospital Albert Einstein, o evento foi palco de discussões científicas, atualização profissional e integração da comunidade médica dedicada às doenças do cólon, reto e ânus.

Participação de grandes nomes da coloproctologia

Entre os palestrantes convidados estiveram nomes de referência no cenário mundial, como Dr. Roel Hompes, Dra. Laila Rashidi, Phillip Fleshner, Willem Bemelman, Ian Jenkins, Dr. Franco Marinello, além de outros especialistas internacionais listados pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). A diversidade de visões contribuiu para uma troca rica de experiências e conhecimentos, reforçando a importância do congresso como espaço de atualização multidisciplinar.

O papel da Dra. Lucia Oliveira no congresso

A Dra. Lucia Camara Castro Oliveira, referência nacional e internacional em fisiologia anorretal e cirurgias colorretais, teve participação de destaque no evento. Além de atuar na Assembleia Geral como presidente eleita da SBCP para o biênio 2030-2031, ela ministrou aulas e palestras em diferentes momentos do congresso:

73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia: avanços, debates e participação ativa da Dra. Lucia Oliveira

 

  • Curso de Assoalho Pélvico no Pré-Congresso: abordou a indicação da neuromodulação sacral para constipação intestinal e a importância da esfincteroplastia no tratamento da incontinência fecal. Esses temas estão alinhados às diretrizes mais recentes da ASCRS (American Society of Colon and Rectal Surgeons), que destacam a neuromodulação como uma das principais opções terapêuticas em pacientes com falha do tratamento conservador

    73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia: avanços, debates e participação ativa da Dra. Lucia Oliveira

 

  • Cirurgias colorretais e inovação tecnológica: apresentou aula sobre o uso da verde de indocianina (ICG), corante utilizado para a segurança e avaliação da perfusão intestinal durante anastomoses para as cirurgias colorretais. A técnica tem se consolidado como um recurso essencial para aumentar a segurança das cirurgias e reduzir complicações pós-operatórias.

Avanços discutidos: diretrizes e novas tecnologias

O congresso também refletiu os principais avanços recentes da área, muitos dos quais contam com a contribuição científica da Dra. Lucia Oliveira em publicações internacionais:

  • Manometria anorretal de alta resolução: método que aprimora a avaliação funcional do assoalho pélvico, permitindo diagnósticos mais precisos de constipação e incontinência.
  • Exames de imagem dinâmicos como ultrassonografia e defecografia, que têm recebido padronização internacional com a participação de especialistas brasileiros.
  • Diretrizes internacionais sobre incontinência fecal, das quais a Dra. Lucia foi coautora, reforçando a importância de terapias como biofeedback, neuromodulação sacral e esfinteroplastia em casos selecionados.
  • Abordagem de doenças diverticulares, com novas classificações prognósticas como DICA e CODA, em estudos multicêntricos que também tiveram participação de pesquisadores brasileiros.

Integração e futuro da especialidade

Além das atividades científicas, o congresso foi espaço para encontros com colegas e amigos de profissão, incluindo a presença marcante da Prof. Dra. Angelita Habr-Gama, considerada um ícone da cirurgia colorretal mundial.

Outro momento importante foi a reunião da Regional Leste da SBCP, que discutiu diretrizes estratégicas para os próximos anos, reforçando a integração entre especialistas e o fortalecimento da coloproctologia no Brasil.

Considerações Finais

A participação da Dra. Lucia Oliveira no 73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia reforça sua trajetória de liderança e contribuição científica na área. Sua atuação em aulas, debates e na Assembleia Geral como presidente eleita da SBCP para 2030-2031 demonstra não apenas reconhecimento, mas também o compromisso contínuo com a inovação e a formação de novos especialistas. O evento em São Paulo foi, sem dúvida, um marco para a especialidade, apontando caminhos seguros e promissores para o futuro da coloproctologia.

Anorectal Physiology: A Clinical and Surgical Perspective (1ª edição, 2020)

Dra. Lucia Oliveira é destaque internacional ao discutir os avanços atuais da proctologia

Participação no Congresso Mundial em Tânger e entrevista exclusiva à imprensa marroquina reforçam a liderança da especialista brasileira na medicina global

A coloproctologista Dra. Lucia Oliveira, referência no Brasil em saúde intestinal e disfunções do assoalho pélvico, segue ganhando projeção internacional. Após destaque no portal Sante21.ma, a médica foi entrevistada por outro importante veículo do Marrocos, o Anfaspress, onde falou sobre os principais avanços da proctologia moderna, em especial os que serão apresentados por ela no Congresso Mundial de Proctologia, a ser realizado em Tânger, nos dias 12, 13 e 14 de junho de 2025.

Com sólida formação em cirurgia geral, especialização em cirurgia colorretal, doutorado pela Universidade de São Paulo e estágio internacional na Cleveland Clinic Florida, Dra. Lucia abordou temas de alto impacto clínico durante a entrevista, como:

Dra. Lucia Oliveira é destaque internacional ao discutir os avanços atuais da proctologia

Doenças mais comuns em proctologia

Segundo a especialista, as patologias mais frequentes são:

  • Câncer colorretal
  • Hemorroidas
  • Fissuras anais
  • Fístulas
  • Incontinência fecal
  • Constipação intestinal
  • Disfunções do assoalho pélvico

Essas doenças exigem diagnósticos precisos, sensibilidade clínica e tratamentos cada vez menos invasivos e mais personalizados.

Novidades terapêuticas em 2025

Dra. Lucia destacou que os últimos anos trouxeram inovações que transformaram o cuidado proctológico. Entre elas:

  • Cirurgia robótica
  • Terapia com neuromodulação sacral
  • Tratamento com telas para prolapso retal
  • Uso de células-tronco para fístulas e incontinência

Essas técnicas têm contribuído significativamente para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo o tempo de recuperação e ampliando o sucesso clínico.

O que é a neuromodulação sacral?

Uma das técnicas mais promissoras citadas por Dra. Lucia é a neuromodulação sacral, procedimento minimamente invasivo que envolve a implantação de um eletrodo e um neuroestimulador no nervo sacral.

“É uma abordagem segura, reversível e hoje é considerada o tratamento de primeira linha para casos de incontinência fecal e bexiga hiperativa”, explica a médica.

Contribuição no Congresso Mundial de Proctologia

Dra. Lucia Oliveira será palestrante em diversas sessões científicas em Tânger, incluindo:

  • Painel sobre prolapso retal
  • Painel sobre neuralgia do nervo pudendo
  • Simpósio satélite sobre ultrassom endoanal e neuromodulação sacral

Essa participação reforça a liderança da médica brasileira em temas de alta complexidade e seu compromisso com a educação médica internacional.

“A proctologia não é mais um tabu. É uma especialidade moderna, humana e essencial para a qualidade de vida das pessoas”, concluiu Dra. Lucia.

📌 Saiba mais sobre sua trajetória e abordagens inovadoras nos outros artigos do blog.

 

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Esfincteroplastia Anal: Tratamento Cirúrgico para Incontinência Fecal

A incontinência fecal é uma condição delicada e debilitante que afeta a qualidade de vida de milhares de pessoas. Caracterizada pela perda involuntária de fezes, essa disfunção pode ter diversas causas, como traumas obstétricos, cirurgias anorretais prévias, doenças neurológicas, diabetes e doenças congênitas. Felizmente, a esfincteroplastia anal surge como uma solução eficaz em muitos casos, principalmente quando a causa foi o trauma aos músculos do esfincter anal.

O que é a esfincteroplastia anal?

A esfincteroplastia anal é uma cirurgia reconstrutiva que visa reparar o músculo esfíncter anal, responsável pelo controle voluntário da evacuação. Segundo a Dra. Lucia de Oliveira, coloproctologista e doutora pela USP, a técnica é indicada principalmente em casos onde há falhas anatômicas detectáveis, como lesões obstétricas, corpo perineal muito fino ou lesões maiores que 90 graus identificadas no exame físico ou ultrassonografia.

Essa abordagem permite a sobreposição do músculo esfíncteriano, corrigindo a disfunção e proporcionando uma melhora significativa no controle fecal.


Principais causas de incontinência fecal

Antes de entender como a esfincteroplastia funciona, é importante compreender as causas mais comuns da incontinência fecal:

    1. Traumas obstétricos: Lesões durante o parto vaginal, especialmente em partos difíceis ou com o uso de fórceps.
    2. Cirurgias anteriores: Procedimentos no ânus ou reto podem lesionar o esfincter anal
  • Doenças neurológicas: doença de Parkinson, acidentes vasculares, neuropatias
  1. Condições médicas: Doenças inflamatórias intestinais, diabetes, obesidade

 Essas condições podem gerar danos físicos ao esfíncter ou prejudicar sua função nervosa, causando a perda de controle.

 

Quando a esfincteroplastia é indicada?

A decisão de realizar a esfincteroplastia é tomada com base em uma avaliação criteriosa. Conforme explica a Dra. Lucia de Oliveira, as principais indicações incluem:

  • Lesões esfincterianas bem definidas: Identificadas em exames como ultrassonografia endoanal.
  • Corpo perineal fino: Pacientes que apresentam pouca sustentação anatômica na região do períneo pela lesão dos músculos
  • Lesões obstétricas: Cicatrizes ou falhas musculares decorrentes de partos complicados.

Esses critérios garantem que o paciente se beneficie ao máximo da técnica, aumentando as chances de sucesso.

Como a esfincteroplastia é realizada?

A esfincteroplastia é um procedimento relativamente simples do ponto de vista técnico, mas exige precisão e cuidado no manejo do paciente. O objetivo é restaurar a anatomia do corpo perineal, melhorando assim a capacidade dos musculos de se contrairem e manter o canal anal fechado.

Etapas principais da cirurgia

  1. Preparação do paciente
    • Administração de antibióticos profiláticos para prevenir infecções.
    • Cuidados pré-operatórios para evitar impactação fecal, como jejum adequado e limpeza intestinal.
  2. Reparo do esfíncter anal
    • Identificação da área lesionada.
    • Sobreposição dos músculos esfincterianos com o uso de fio monofilamentar absorvível do tipo PDS.
  3. Cuidados com a ferida cirúrgica
    • A ferida é deixada aberta na porção central para facilitar a drenagem, reduzindo o risco de complicações como abscessos.

      4.Cuidados pós-operatórios:

                 . limpeza da ferida com lavagens e ducha
                . laxantes para evitar a constipação

 

Benefícios da esfincteroplastia anal

A esfincteroplastia oferece uma série de vantagens para pacientes com incontinência fecal, entre elas:

  • Melhora no controle fecal: A cirurgia reconstroi o músculo esfíncter, permitindo maior controle.
  • Impacto positivo na qualidade de vida: Pacientes recuperam confiança e liberdade para realizar atividades cotidianas.
  • Procedimento seguro: Com os cuidados adequados, as complicações são mínimas.

Como afirma a Dra. Lucia de Oliveira, “a esfincteroplastia é uma técnica eficaz, quando bem indicada, que pode transformar a vida dos pacientes com incontinência fecal.”

 

Quais são os riscos e limitações?

Apesar dos benefícios, como em qualquer procedimento cirúrgico, a esfincteroplastia tem riscos e limitações. Alguns possíveis contratempos incluem:

  • Infecções: Por isso, o uso de antibióticos profiláticos é indispensável.
  • Recidiva: Em alguns casos, a incontinência pode retornar após anos devido a fatores como envelhecimento.
  • Complicações na cicatrização: Cuidados pós-operatórios são cruciais para evitar problemas na ferida cirúrgica.

Embora as taxas de sucesso sejam elevadas, é importante que os pacientes tenham expectativas realistas e sejam informados sobre possíveis resultados.

A incontinência fecal é uma condição delicada e debilitante que afeta a qualidade de vida de milhares de pessoas. Caracterizada pela perda involuntária de fezes, essa disfunção pode ter diversas causas, como traumas obstétricos, cirurgias anorretais prévias, doenças neurológicas, diabetes e doenças congênitas. Felizmente, a esfincteroplastia anal surge como uma solução eficaz em muitos casos, principalmente quando a causa foi o trauma aos músculos do esfincter anal.

Foto: divulgação

 

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Dicas para o pós-operatório

O sucesso da esfincteroplastia depende não apenas da técnica cirúrgica, mas também dos cuidados pós-operatórios. Algumas recomendações incluem:

  1. Manter uma dieta rica em fibras: Para evitar constipação e facilitar o trânsito intestinal.
  2. Hidratação adequada: Beber bastante água ajuda a manter as fezes macias.
  3. Evitar esforços: É fundamental evitar atividades que aumentem a pressão abdominal nas primeiras semanas.
  4. Acompanhamento médico regular: Monitoramento para prevenir e tratar possíveis complicações.

O manejo cuidadoso após a cirurgia é essencial para otimizar os resultados.

 

Alternativas à esfincteroplastia

Para casos em que a esfincteroplastia não é indicada, existem outras opções de tratamento para a incontinência fecal, como:

   

  • Tratamento medicamentoso
  • Irrigação transanal: lavagens que permitem retirar o conteúdo retal
  • Fisioterapia: Melhora da função dos músculos através de diferentes técnicas
  • Neuromodulação sacral: Técnica minimamente invasiva onde implantamos um marcapasso, que ajuda a melhorar o controle esfincteriano pela ativação de neurônios corticais

A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando as características e necessidades de cada paciente.

A esfincteroplastia anal é uma solução eficiente e segura para pacientes que sofrem com incontinência fecal devido a falhas musculares detectáveis. Como destaca a Dra. Lucia de Oliveira, “essa técnica, quando bem indicada, restaura não apenas o controle fecal, mas também a confiança e a qualidade de vida dos pacientes”. Com o avanço das técnicas cirúrgicas e um manejo pós-operatório cuidadoso, as perspectivas são cada vez mais promissoras para quem busca uma vida sem limitações.

Se você ou alguém que você conhece enfrenta problemas relacionados à incontinência fecal, consulte um coloproctologista especializado para avaliar a possibilidade da esfincteroplastia ou outros tratamentos disponíveis.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  1. O que é esfincteroplastia anal?
    É uma cirurgia para reparar o músculo esfíncter anal e restaurar a anatomia
  2. Quais são as principais causas de incontinência fecal?
    Traumas obstétricos, cirurgias anteriores, doenças neurológicas, diabetes
  3. Quem pode fazer esfincteroplastia?
    Pacientes com lesões esfincterianas detectáveis por exames e que necessitem correção da anatomia
  4. A cirurgia é definitiva?
    Ela oferece bons resultados, mas em alguns casos, a incontinência pode retornar com o tempo.
  5. Quais são os cuidados pós-operatórios?
    Dieta rica em fibras, hidratação, evitar a constipação, cuidados locais com a ferida
  6. A cirurgia dói?
    Com o manejo adequado da dor, o desconforto é controlável no pós-operatório.
  7. É necessário internação?
    Sim, geralmente o paciente fica internado por um curto período para monitoramento inicial.
  8. Quais são os riscos da esfincteroplastia?
    Infecção, dificuldades na cicatrização e, raramente, falha no reparo.
  9. Existe idade mínima para realizar a cirurgia?
    Não há idade mínima, mas é indicada principalmente para indivíduos com menos de 60 anos
  10. A esfincteroplastia pode ser repetida?
    Sim, em alguns casos, mas a melhor opção após a correção da anatomia é a neuromodulação
  11. O que acontece se a incontinência não for tratada?
    Pode haver piora dos sintomas, além de impacto na qualidade de vida e na saúde mental.
  12. Quais exames são feitos antes da cirurgia?
    Ultrassonografia endoanal, manometria anorretal e avaliação clínica detalhada.